Cristiano Ronaldo tentará fazer contra a Croácia o gol que falta à sua história em Copas do Mundo nesta quinta-feira (2), às 20h, em Toronto, pela fase dos 32.
O camisa 7 de Portugal nunca balançou as redes em uma partida de mata-mata do Mundial e faz um torneio de desempenho abaixo do esperado, especialmente após o empate por 1 a 1 contra a República Democrática do Congo na primeira rodada.
Ele respondeu com dois gols na goleada por 5 a 0 sobre o Uzbequistão que garantiram o recorde de gols em seis Copas diferentes.
“Foi uma semana difícil, uma semana escura, parecia que eu já estava aposentado do futebol, mas aguentei-me, como aguento sempre, porque acredito mais no trabalho do que [em qualquer] outra coisa”, disse ele.
Portugal avançou, mas terminou em segundo lugar no Grupo K depois do empate sem gols com a Colômbia e ouviu críticas da imprensa local pelo desempenho abaixo do esperado.
Roberto Martínez rebateu os questionamentos e insistiu que os números físicos justificam a permanência de Cristiano durante toda a partida.
Ao redor dele, a seleção tenta encontrar o equilíbrio entre a criatividade de Bruno Fernandes, Vitinha e Bernardo Silva e a profundidade oferecida por João Neves. A sensação é de que o time ainda joga abaixo do potencial que mostrou durante as Eliminatórias.
O problema é que, para além das atuações pouco convincentes de Cristiano, outros nomes vêm se destacando neste Mundial. Lionel Messi, por exemplo, é o artilheiro com seis gols e se tornou o maior goleador da história, com 19. Kylian Mbappé está com os mesmos seis gols e 18 no total. Erling Haaland e Harry Kane já fizeram cinco até aqui.
A Croácia chega em um momento diferente. Perdeu para a Inglaterra na estreia, mas cresceu durante a primeira fase. A vitória sobre Gana, na última rodada, confirmou a classificação e teve novamente Luka Modric como protagonista.
Aos 40 anos, o meia deu a assistência para Nikola Vlašić marcar o gol decisivo e tornou-se o jogador mais velho a registrar uma assistência em uma Copa do Mundo.
O técnico Zlatko Dalić, que comanda o time desde 2017, afirmou que a equipe repetiu uma característica vista nos últimos Mundiais: evoluir à medida que o torneio avança. Foi assim nas campanhas do vice-campeonato, em 2018, e do terceiro lugar, quatro anos depois.
O duelo também coloca frente a frente dois jogadores que marcaram uma geração do futebol europeu. Companheiros no Real Madrid entre 2012 e 2018, Cristiano Ronaldo e Luka Modric conquistaram juntos quatro títulos da Liga dos Campeões.
Às vésperas da partida, Bernardo Silva chamou o capitão croata de “ídolo” e “grande inspiração”.
“Estou feliz por ver que, mesmo com essa idade, ele continua atuando em um nível tão alto”, afirmou.
