Entenda como funciona o chip da bola da Copa – 03/07/2026 – Esporte


A anulação do gol de Josko Gvardiol, da Croácia, nos acréscimos da partida contra Portugal pela fase de 32 da Copa do Mundo, nesta quinta-feira (2), gerou polêmica entre comentaristas e espectadores.

Um desvio do atacante Matanovic no meio da jogada, imperceptível a olho nu mesmo nas revisões de vídeo, foi detectado pelo chip da bola Trionda e acabou definindo a anulação do lance por impedimento.

Esse chip envia dados de rastreamento da bola em tempo real, captados pelos sensores internos e combinados com informações de posicionamento dos jogadores por meio de inteligência artificial.

O sensor ultraleve da bola envia dados 500 vezes por segundo ao VAR. Ele é capaz de registrar cada toque e determinar seu instante exato, com precisão de até dois milissegundos, segundo a fabricante.

Para justificar a anulação, foi mostrado na transmissão da partida um gráfico que lembrava um eletrocardiograma e mostrava alteração na linha no momento do toque no croata.

Depois da partida, Matanovic admitiu ter tocado na bola. “Sinceramente, acho que senti um pequeno contato no cabelo”, afirmou.

O chip já foi utilizado na Copa do Qatar e ajudou, por exemplo, a esclarecer a autoria do gol marcado na partida entre Portugal e Uruguai, pela fase de grupos daquele Mundial. O lance foi inicialmente atribuído a Cristiano Ronaldo, mas depois passou a ser creditado ao meia Bruno Fernandes.

Ao contrário das bolas Al Rihla e Al Hilm, da Copa do Mundo anterior, em que o chip era alojado no centro, a Trionda tem o mecanismo instalado em um de seus quatro painéis. O novo design permite que os três outros painéis funcionem como contrapesos para garantir estabilidade à bola durante a trajetória.



Fonte: Folha UOL

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