A famosa frase do executivo espanhol Ferran Soriano de que “a bola não entra por acaso”, que inspirou o livro homônimo publicado no Brasil em janeiro de 2013, explica os segredos do sucesso do vitorioso Barcelona como resultado de planejamento, estratégia e trabalho árduo.
O mesmo conceito poderia perfeitamente ser aplicado à seleção do Marrocos.
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Em entrevista concedida na véspera do decisivo confronto contra o Canadá, o técnico Mohamed Ouahbi apontou, orgulhoso, que a evolução do país nas últimas duas décadas pode ser atribuída ao fato de terem encontrado um modelo de jogo sólido, impulsionado diretamente pelos investimentos do rei Mohammed VI.
Semifinalista na Copa do Mundo de 2022 – e apontado por muitos, na época, como a “zebra” do torneio -, o time africano prova, quatro anos depois, não ser uma mera obra do acaso. Muito pelo contrário.
Pressionado durante boa parte do primeiro tempo por uma empolgada seleção do Canadá, coanfitriã do torneio e pela primeira vez nos mata-matas, coube aos marroquinos a arte de mostrar como se faz “futebol de gente grande”.
No primeiro gol, Hakimi cobrou de forma ensaiada uma falta rasteira pela direita, já próximo ao escanteio. A jogada foi definida com precisão, em um chute da entrada da área de Ounahi: 1 a 0. A única finalização de Marrocos até ali.
No segundo, um contra-ataque de almanaque depois de uma bola roubada por Talbi. Ele deu bom passe para Brahim Díaz, que já dentro da grande área tocou para Ounahi chutar e ampliar.

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