A Uefa se posicionou contra a decisão da Fifa de anular a suspensão de Folarin Balogun, dos Estados Unidos, na Copa do Mundo. Em comunicado publicado na manhã desta segunda-feira, 6, a entidade europeia criticou a decisão, qualificando-a como “imcompreensível e inustificável”.
No último domingo, o o Comitê Disciplinar da Fifa anunciou a suspensão do cartão vermelho aplicado pelo árbitro brasileiro Raphael Klaus a Folarin Balogun. O camisa 20 dos EUA havia sido expulso após pisão no zagueiro bósnio Tarik Muharemovic e estaria fora da partida contra a Bélgica, pelas oitavas de final.
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Folarin Balogun, em ação pelos EUA (Reprodução/Instagram/balogun)
O país europeu protestou contra a decisão. Durante entrevista coletiva, o técnico da seleção belga, Rudi Garcia, chegou a ironizar o caso, perguntando se era “1º de abril”.
Em um caso marcado pela interferência do Governo Americano, segundo o The Athletic, a retirada da suspensão do atacante norte-americano foi vista pela Uefa como um cruzamento de limites.
Estados Unidos e Bélgica se enfrentam nesta segunda-feira, 6, às 21h (de Brasília), em Seattle.
Nota oficial da Uefa
A decisão de ontem de suspender por um período probatório de um ano a aplicação da suspensão automática de um jogo, consequência do cartão vermelho dado ao jogador Folarin Balogun, cruzou uma linha vermelha.
O futebol, como qualquer outro esporte, se baseia em regras, que são a base para uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras são passíveis de interpretação. Neste caso, não. A suspensão automática mínima de uma partida após um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não requer a decisão de um órgão competente para ser aplicada. É um princípio consagrado no regulamento, que não admite exceções, muito menos em meio a um torneio em que vários outros jogadores já estiveram na mesma situação e cumpriram suas suspensões regularmente.
Quando a certeza das regras deixa de ser garantida pelos seus responsáveis, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é prejudicada. Da mesma forma, tal decisão cria um precedente no torneio em curso, onde situações semelhantes passarão a exigir tratamento igualitário, em detrimento da competição.
O futebol é o esporte mais amado do mundo porque é um jogo bonito e inspira confiança, já que é praticado em todos os lugares com as mesmas regras. Um torneio nunca é um evento isolado e, se o torneio em questão for a Copa do Mundo, ele tem o poder de gerar consequências positivas ou negativas para o futebol como um todo.
Expressamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável.

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