O capitão da Bélgica, Youri Tielemans, disse nesta segunda-feira (6) que sua equipe tinha “muita raiva” na partida das oitavas de final da Copa do Mundo contra os Estados Unidos, marcada pela presença inusitada do atacante americano Folarin Balogun.
Os Diabos Vermelhos venceram por 4 a 1 em Seattle, onde o artilheiro do Team USA foi titular depois que a Fifa permitiu que ele jogasse apesar de ter sido expulso na rodada anterior.
A decisão provocou fortes protestos no mundo do futebol, incluindo da federação belga, e até em altas esferas políticas da Europa.
“Não vamos esconder, tivemos uma reunião quando soubemos da notícia. Dissemos que tínhamos que falar em campo. Foi isso que fizemos hoje. Estou muito orgulhoso da equipe”, disse o meio-campista à emissora RTBF.
“Estávamos realmente com muita raiva, muita vontade de começar bem, algo que nos faltava desde o início do torneio. Sabíamos que se os pressionássemos, eles cometeriam erros”, acrescentou.
O técnico Rudi Garcia garantiu que o caso Balogun “não influenciou” no resultado final, que os coloca nas quartas de final contra a Espanha.
“Havia 11 americanos na frente, não importava quem fossem. Nos mantivemos no plano do jogo, no plano esportivo”, afirmou.
O volante Nicolas Raskin, por sua vez, destacou as “muitas coisas” extraesportivas que aconteceram nos “dois últimos” dias.
“Havia um sentimento de injustiça no grupo e tínhamos muita vontade de responder em campo”, sustentou.
Por outro lado, os Diabos Vermelhos lamentaram a lesão do meio-campista Amadou Onana, que deixou o campo aos 21 minutos por uma aparente lesão grave.
“Vai ser difícil sem ele. Espero que fique conosco. É alguém que ocupa muito espaço no vestiário, com uma mentalidade enorme, estamos todos com ele”, afirmou o capitão.
“O grande ponto negativo é a lesão de Onana. Tenho a impressão de que é grave. Mas mesmo assim… nos classificamos para as quartas de final”, comemorou Garcia aos microfones da VRT.
O Team USA sucumbiu diante de uma dobradinha de Charles De Ketelaere e gols de Hans Vanaken e do artilheiro histórico belga, Romelu Lukaku. Os anfitriões descontaram com Malik Tillman.
“Nosso super-reserva voltou a atacar: Lukaku marca outro gol (o terceiro em 192 minutos de jogo). Parabéns para ele e para quem entrou em campo”, afirmou o técnico.
De Ketelaere, por sua vez, destacou o “momento perfeito” para sua seleção e para ele, questionado porque não havia conseguido marcar.
“Não escuto o que diziam sobre mim, porque sei o que faço pela equipe”, disse à RTBF. “Hoje faço dois gols e uma assistência, é magnífico. Gosto de tocar muito a bola e às vezes esqueço de estar na área. Hoje corrigi isso”.
