Envolvido na polêmica decisão da Fifa (Federação Internacional de Futebol) que o liberou para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo, o atacante Folarin Balogun lamentou a eliminação dos coanfitriões Estados Unidos em publicação nesta terça-feira (7).
O jogador não comentou a medida que permitiu sua escalação no confronto eliminatório. Balogun foi titular na derrota por 4 a 1 para a Bélgica, apesar de ter sido expulso na partida anterior, contra a Bósnia e Herzegovina.
“Dói ter que esperar quatro anos para competir no mais alto nível que nosso esporte pode oferecer. Quero pedir desculpas aos nossos torcedores. Não fomos bons o suficiente quando mais importava e decepcionamos vocês”, afirmou em publicação nas redes sociais.
“O futebol nos EUA só vai crescer. O talento e a paixão estão em constante evolução, e eu sei que os melhores dias estão à nossa frente […] Nós voltaremos”, escreveu.
Na partida da fase de 32, o atacante americano marcou o primeiro gol na vitória sobre aos bósnios. No entanto, no segundo tempo, foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus após revisão do VAR (árbitro assistente de vídeo).
Na véspera da partida contra os belgas, a Fifa suspendeu a aplicação da punição automática ao atacante. O cartão vermelho recebido por Balogun suspenderia automaticamente o jogador para o confronto das oitavas de final.
A Fifa, contudo, deidiu liberá-lo e aplicar um período probatório de um ano, sem anular a expulsão.
Posteriormente, Donald Trump afirmou que ligou para Gianni Infantino, presidente da entidade, para pedir a revisão da punição ao artilheiro.
A decisão foi criticada por diferentes entidades do futebol. A Uefa, que representa o futebol europeu, condenou duramente a medida adotada pela Fifa. “Manifestamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável”, afirmou a entidade em comunicado.
A Federação Belga de Futebol entrou com recurso para impedir a medida, em ação considerada “inadmissível” pela Fifa.
O técnico da Bélgica, Rudi Garcia, também criticou a decisão. “Eu não sabia que na Copa do Mundo da Fifa 5 de julho agora é 1º de abril, e que isso é o Dia da Mentira. Não estamos defendendo a seleção nacional ou a federação, estamos defendendo o futebol”, afirmou.
Apesar de ter atuado, Balogun não conseguiu evitar a eliminação dos Estados Unidos. A Bélgica enfrentará a Espanha na sexta-feira (10), pelas quartas de final da Copa do Mundo.
