A crise financeira da Ponte Preta gerou uma greve entre os jogadores do clube, que reclamam de salários atrasados há seis meses. O anúncio do grupo foi feito na última quarta-feira (26), e a greve vale até que os pagamentos sejam regularizados, segundo nota enviada à diretoria da instituição e à imprensa.
Diante da paralisação, o clube de Campinas (SP) integrou ao elenco jogadores da base para o confronto contra o América-MG, em Belo Horizonte, marcado para este domingo (30), para evitar uma derrota por W.O.
“Esperamos semanas e até meses para tomarmos essa drástica atitude, respeitando a torcida e principalmente a instituição AA Ponte Preta”, afirma o texto do elenco principal.
“Porém, ante o descaso da atual diretoria, considerado como desrespeito a nós atletas, não apenas pelos salários em atraso, mas também pelo abandono da atual gestão, comunicamos que a partir desta quarta-feira, 26/08/2026, após encerramento do prazo que estipulamos para a diretoria, suspenderemos as nossas atividades, até a regularização dos nossos pagamentos.”
Segundo o comunicado, os jogadores estão com um “sentimento de abandono”.
Também na quarta-feira, o então técnico Márcio Zanardi pediu demissão. O clube anunciou nesta sexta (28) o retorno de Gilson Kleina pela sexta vez ao comando da equipe alvinegra, que está há 18 partidas sem vencer no campeonato, com apenas 10 pontos acumulados em 24 rodadas.
“É o meu maior desafio como treinador, não resta a menor dúvida”, disse Kleina ao ser apresentado. “Eu não vim aqui fazer política. Vim aqui para cuidar do futebol, tentar fazer com que esses atletas que hoje não estão querendo jogar entendam o que vai representar para eles terminarmos de uma forma digna.”
Ele afirmou que a utilização de atletas da base tem lados positivos e, diante do atual cenário, negativos. “Se você faz uma mescla com experiência e juventude, ajuda demais. Agora, só juventude, você ganha de um lado e vai perder de outro. Então vamos ter essa conversa. Espero poder contar com eles [jogadores do elenco principal].”
