Recorde de Piu pode inspirar nova geração do atletismo – 29/08/2026 – Esporte


O recorde mundial de Alison dos Santos, o Piu, nos 400 m com barreiras, na quinta-feira (27), pode causar um impacto significativo no desenvolvimento da modalidade no Brasil, apostam os presidentes da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e da Federação Paulista de Atletismo.

Eles enfatizaram a importância de uma conquista desse tamanho para o esporte e para o atletismo brasileiro, em uma das provas mais disputadas da modalidade.

Presidente da CBAt, Wlamir Motta afirmou estar orgulhoso de estar à frente da entidade em um momento tão histórico, não só para o atletismo brasileiro, mas também para o movimento olímpico. Ele ressaltou que, além de consolidar o nome de Alison na história, o recorde deve inspirar muitas crianças e jovens.

“O Alison é um menino de Joaquim da Barra que começou em um projeto social e que se tornou gigante, levou o Brasil para o mundo”, disse à Folha.

Para Wlamir, a marca alcançada por Piu era considerada o terceiro maior recorde do esporte pela World Athletics e, portanto, uma das marcas mais importantes entre todas as modalidades.

“É um dos maiores recordes mundiais da história do atletismo de todos os tempos”, afirmou.

Wlamir é presidente da confederação há cerca de cinco anos e comandará o próximo ciclo olímpico até os Jogos de Los Angeles-2028. Para ele, conquistas como a de Piu são capazes de fomentar investimentos no esporte, enquanto recordes desse porte contribuem para o crescimento do atletismo no Brasil.

Ele acrescentou que ídolos como Alison atraem o mercado, que, consequentemente, busca associar suas marcas a grandes atletas.

O dirigente também se mostrou confiante com a possibilidade de o brasileiro conquistar o ouro nos próximos Jogos Olímpicos. “Tenho certeza que vai ser a Olimpíada do Piu.”

Joel Oliveira, presidente da Federação Paulista de Atletismo, destacou o peso da conquista. “Uma coisa fabulosa o que a gente viu. Para toda a comunidade, além de termos a honra, é uma quebra de paradigmas. Há alguns anos, não imaginávamos que pudéssemos realizar algo assim”, afirmou.

Joel disse, ainda, que o Brasil vive hoje algo que antes só era visto em outros países.

“Eu que vivo o atletismo há 30 anos, essa conquista me emociona de uma maneira ímpar.”

Para o dirigente, o feito deve reverberar no atletismo, já que conquistas desse tamanho acabam beneficiando todo o esporte. Segundo ele, o desempenho de Alison também pode ajudar a aumentar o Instituto Alison dos Santos.

Além disso, Joel relatou a emoção que sentiu ao acompanhar a conquista de Piu.

“Já chorei copiosamente.”

Ele contou que assistiu diversas vezes aos vídeos da prova e que foi impossível não se emocionar.

Por fim, afirmou que Alison também carrega a responsabilidade de ser um ídolo e destacou a maneira como o atleta utiliza sua imagem em favor do esporte.

“Ele é um atleta que consegue colocar a imagem dele a serviço do esporte, incentivando, intenso, que vive, estimula e inspira.”



Fonte: Folha UOL

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