Por Leandro Bernardi
· 4 min de leitura
O Grêmio terá um desafio importante na montagem do elenco para as próximas temporadas. O clube possui atualmente vínculo com 14 jogadores estrangeiros, sendo dez no grupo principal e outros quatro emprestados, justamente no momento em que os clubes das Séries A e B aprovaram uma redução gradual no limite de atletas de fora do Brasil relacionados por partida.
Hoje, o teto é de nove estrangeiros por súmula. A partir de 2027, cairá para oito, depois sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030, o que obrigará o Grêmio a administrar contratos, possíveis renovações, retornos de empréstimo e novas saídas.
Quantos estrangeiros o Grêmio tem hoje?
O elenco principal conta com dez estrangeiros: Pavón, Amuzu, Balbuena, Braithwaite, Jovane Cabral, Noriega, Krovinovic, Enamorado, Villasanti e Nardoni. Como apenas nove podem ser relacionados atualmente, Renato Portaluppi já precisa fazer escolhas rodada a rodada.

Contra o Palmeiras, por exemplo, Nardoni ficou fora justamente em razão dessa limitação. Kannemann não entra nessa conta por ser naturalizado brasileiro.
Os contratos também têm prazos bastante diferentes. Pavón e Amuzu possuem vínculo apenas até o fim de 2026, enquanto Villasanti, Nardoni e Léo Pérez têm acordos que avançam até 2029.
Quatro estrangeiros estão emprestados
Além dos dez integrantes do grupo principal, Cristian Olivera, Aravena, Monsalve e Léo Pérez seguem vinculados ao Grêmio enquanto atuam emprestados em outros clubes. Dependendo do desfecho dessas negociações, alguns deles poderão retornar justamente quando o limite começar a diminuir.
Cristian Olivera está no Bahia até dezembro de 2026, Aravena no Portland Timbers pelo mesmo período, enquanto Monsalve está cedido ao Estudiantes até junho de 2027 e Léo Pérez ao Racing também até junho daquele ano.
2027 já pode criar excesso no elenco
O cenário hipotético apresentado pela ZH mostra o tamanho do problema caso o Grêmio simplesmente deixe os contratos seguirem sem promover negociações. Mesmo considerando as saídas de Pavón e Amuzu ao fim de 2026, o clube poderia começar 2027 com dez estrangeiros para um limite de apenas oito relacionados.
No segundo semestre, a situação poderia ficar ainda mais apertada. Com o fim do vínculo de Balbuena e os retornos previstos de Monsalve e Léo Pérez, o número projetado chegaria a 11 estrangeiros vinculados ao grupo, três acima do limite permitido por partida.
Pavón e Amuzu têm futuro em discussão
O Grêmio mantém conversas para renovar com Pavón e Amuzu, mas as situações são diferentes. A tendência indicada para Amuzu é de saída ao final da temporada, enquanto Pavón ainda aparece dentro das tratativas por uma possível permanência.

Essas decisões passam a ter um componente adicional. Qualquer renovação de estrangeiro precisará ser avaliada não apenas pelo rendimento esportivo, mas também pelo espaço disponível nas súmulas das próximas temporadas.
Nova regra muda planejamento até 2030
A redução gradual também atinge contratos mais longos. Noriega, Krovinovic e Enamorado possuem vínculo até 2028, enquanto Villasanti e Nardoni seguem até 2029, obrigando o clube a planejar o elenco com vários anos de antecedência.
O Grêmio poderá continuar tendo quantos estrangeiros desejar sob contrato, mas não poderá utilizar todos em uma mesma partida. Com 14 nomes atualmente ligados ao clube e o limite caindo ano após ano, a gestão dessas vagas passa a ser uma peça importante do planejamento esportivo para 2027 e além.
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