Diante de mais de 43 mil pessoas, o São Paulo foi derrotado de virada para o Santos em um jogo atrasado da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Peixe almeja a vaga na Libertadores enquanto que o Tricolor lutará para chegar aos 45 pontos na competição.
Foram dois tempos distintos no Morumbis. No primeiro, domínio total do São Paulo, com pressão, troca de passes e chegada na área adversária. De tanto martelar, o Tricolor chegou ao seu gol em um pênalti só marcado pelo péssimo árbitro após revisão do VAR.
A aletria durou menos de dois minutos. O Santos, que não fazia nada em campo, conseguiu uma boa trama pela esquerda e a bola – vencendo Rafael Tolói – chegou na cabeça de Gabriel Barbosa. O atacante não perdoou Coronel, goleiro que substituiu Rafael e que, na minha visão, poderia ter alcançado a bola.
O primeiro tempo se encerrou com boa apresentação do São Paulo, mais um lance discutível com Diógenes atingindo Iago após socar a bola na grande área, e a duvida sobre a manutenção da intensidade e pressão sobre os santistas.
Veio o intervalo e com ele o pesadelo natural dos são-paulinos. Cuca mexeu bem no seu meio-campo, o adversário ganhou mais qualidade e o São Paulo mais uma vez diminuiu o ímpeto de marcação. A virada santista veio de uma linda jogada de Coutinho em cima de Arboleda, passando por Cebolinha e mais uma vez terminando nos pés, e na calma, de Gabigol.
Detalhe: mais uma vez o equatoriano foi responsável por um gol decisivo marcando “vidaloukamente” fora de sua posição na zaga. Com o Boca Juniors no mesmo Morumbis foi assim.
Depois da virada faltou tudo. Pontaria, repertório e calma. O São Paulo tentou atabalhoadamente o empate mas parou no último passe e na grande atuação de Diógenes, terceiro goleiro que virou o Neuer, como sempre, para cima dos são-paulinos.
Apesar dos dois tempos distintos – um para cada lado – a derrota foi merecida. O Santos, que hoje possui um elenco melhor, teve muito mais qualidade em campo para decidir o jogo. Não precisou de mais de duas bolas em cima da fraca defesa são-paulina, mais fraca ainda sem Domingos Duarte.
Parabéns ao Santos pela qualidade de seu novo elenco. Longe de ser um vexame, é encarar esse jogo como pontos extras que não vieram e pensar na partida diante do Cruzeiro, em BH no próximo meio de semana. Além disso, entender que esse São Paulo é “comunzaço” e se ficar na parte de cima da tabela do Brasileirão será um grande feito devido ao ano frustrante que seus comandantes sempre prometeram.
Nota dos personagens da Partida:
Coronel: pareceu recruta. Inseguro. Nota: 3,0
Pedro Lima: uma cabeçada que não pode errar. Nota: 5,5
Arboleda: tomou uma invertida no segundo gol indecente. Nota: 4,0
Rafael Tolói: o pior em campo. Lento e sem tempo de bola. Nota: 3,5
Iago: bem no primeiro tempo. Caiu na segunda etapa. Nota: 6,0
Bobadilla: ainda sem ritmo de jogo. Nota: 4,5
Pablo Maia: jogou como terceiro zagueiro. Regular. Nota: 5,0
Marcos Antônio: era jogo para chamar a responsabilidade. Nota: 5,0
Artur: com liberdade, foi o que mais tentou. Nota: 6,0
Ryan: muito presente no primeiro tempo. Sofreu o pênalti. Nota: 6,0
Luciano: pênalti, alguns bons lances e suposta lesão na segunda etapa. Nota: 6,0
Dorival Junior: tentou um 3-5-2 com Pablo Maia na esquerda, Arboleda no centro e Tolói na direita para dar liberade aos alas e Artur. Deu certo na primeira etapa mas as falhas defensivas permitiram a virada. O time é muito ruim de pontaria. Nota: 5,0
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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!
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