Por Catedral de Luz
05/06/2026

Meditem a respeito e não se deixem levar pelo orgulho ou vaidade. Constantemente, a História surpreende, faz-nos pensar e cria dúvidas, pois o objetivo nos impõe escolher um destino e os apressados, que tudo criticam, quando acuados, não sabem optar. Aquilo que eles entendiam como óbvio deixa de ser.
O nosso Palmeiras é parte da História e, sendo assim, personagem a ser estudado. Mais de cem anos dentro das quatro linhas são suficientes para esclarecer se estamos entre os melhores ou não.
Comecemos, então, por 2026. Utilizemos a máquina do tempo, de forma retroativa, com calma e, principalmente, lucidez. Afinal, contabilizando todos os nossos resultados aferidos até aqui, o aproveitamento alcança a casa dos 75% — o melhor percentual da terceira década, do século XXI.
Assustou? Talvez. Caso você se interesse, os melhores resultados colhidos pelo Palmeiras nas duas décadas anteriores foram, respectivamente, 71% (2018, vencemos o Brasileiro) e 73% (2003, vencemos o Brasileiro, série B).
Mas o século XX também traz suas surpresas — 74% (1996, conquista do Estadual e ataque dos cem gols), 59% (1989, conquistamos a Taça dos Invictos), 72% (1972, II Academia), 70,7% (1965, I Academia) e 71,3% (1959, conquista do Supercampeonato Estadual).
Deixei de analisar a primeira metade do século XX — 1914 a 1950 —, pois o futebol era portador de um romantismo exacerbado e beirava a antítese do que se protagoniza atualmente.
Tais dados permitem concluir algo? Acho que observar a realidade de forma menos passional.
O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.
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