Difícil de ser desmontado defensivamente, Marrocos chega para enfrentar a seleção brasileira mantendo a organização que o levou ao protagonismo recente no futebol internacional, mas com uma proposta mais agressiva sem a bola.
A principal arma marroquina parece ser justamente a pressão coordenada sobre a saída de bola rival, especialmente pelo lado direito, onde Hakimi costuma acelerar a recomposição para transformar defesa em ataque.
Com a posse, Marrocos inicia suas jogadas a partir do goleiro Bono, peça importante na construção com passes curtos e na primeira fase de organização ofensiva. O time sofreu duas baixas no grupo de convocados. O zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli foram cortados por lesão. O zagueiro Marwane Saadane, que joga na Arábia Saudita, e o atacante Amine Sbai, do futebol francês, foram convocados como substitutos.
O estilo é moldado atualmente pelo técnico Mohamed Ouahbi. Desde sua chegada, a equipe deixou para trás o tradicional 4-3-3 utilizado por Walid Regragui —comandante da histórica campanha no Qatar, quando Marrocos terminou em quarto lugar, melhor campanha de uma seleção africana— e adotou um modelo mais próximo do 3-2-4-1, alinhado a tendências das principais seleções do futebol atual.
O resultado é uma equipe que sustenta uma longa sequência de invencibilidade, com 29 partidas sem derrota, a oitava maior da história entre seleções. O recorde pertence à Itália, com 37 jogos.
No caso marroquino, o número costuma vir acompanhado de um asterisco explicativo: a equipe foi derrotada na prorrogação da final da última Copa Africana de Nações contra Senegal, mas o resultado foi posteriormente revertido pela Justiça Desportiva devido a incidentes em campo.
Oficialmente, o placar passou a constar como 3 a 0 para o Marrocos, embora em campo tenha sido 1 a 0 para Senegal.
Independentemente da polêmica estatística, o fato é que o Brasil estreia neste sábado contra um adversário sólido, organizado e em forte evolução no cenário internacional. Para o técnico da seleção brasileira, trata-se de uma das melhores seleções do continente africano.
“Marrocos é uma equipe organizada, com qualidade em todos os aspectos. Temos de fazer um jogo completo. No futebol moderno não há equipe pequena. Eles são um dos melhores da África”, apontou.
