Quem passa rapidamente pela página de Curaçao no Guia PLACAR da Copa do Mundo pode pensar que está olhando o material da Holanda. A explicação para 25 dos 26 convocados serem nascidos nos Países Baixos vem da colonização nas Antilhas Holandesas, no Caribe.
Os cidadão de Curaçao têm naturalmente passaporte holandês e a relação da ilha caribenha com o país europeu vai muito além da influência no idioma — o papiamento, a língua oficial, é uma mistura de holandês, inglês, espanhol e até português — e as casas coloridas às margens do canal que corta o país.
Sem uma liga profissional de futebol, não há ciúme ou preconceito com os jogadores que nasceram na Holanda. O tema sequer é assunto pelas ruas de Willemstad e os entrevistados olham com estranheza quando abordados sobre a relação. “Somos todos holandeses e curaçauenses. É o Caribe na Copa. Isso poderia ser um problema para outros países, mas aqui não”, disse o narrador Ricardo Martinus, durante o amistoso de despedida de Curaçao antes do embarque para a Copa.
Se Leandro Bacuna, hoje no Igdir-TUR, e o irmão Juninho Bacuna, que atua no Volendam-HOL, são os rostos mais conhecidos do time e nasceram em Groningen, na Holanda; Tahith Chong, do Sheffield United-ING, é o único jogador que nasceu um Curaçao. Cheio de personalidade em campo, o meia-atacante é igualmente querido pelos torcedores e sempre desvia de perguntas da imprensa.
O técnico Dick Adocaat, agora com a experiência de três Copas do Mundo, também é holandês, assim como a sua comissão técnica. Dentro de campo, os jogadores falam em papiamento e em inglês para algumas marcações específicas de jogadas ensaiadas por exemplo.
