Técnico do Congo quer ‘correr riscos’ e refuta marcação especial em CR7


O técnico francês Sébastian Desabre, da República Democrática do Congo, esbanjou confiança na última entrevista antes da estreia na Copa do Mundo.

Perguntado se adotaria alguma estratégia especial para tentar parar nomes importantes de Portugal, como o atacante Cristiano Ronaldo, que conquistou por cinco vezes a Bola de Ouro, ou o meio-campista Vitinha, do Paris Saint-Germain, apontado como um dos melhores jogadores do mundo na atualidade, Desabre surpreendeu ao dizer que adotará apenas uma tática coletiva e que deseja “correr riscos”. As equipes se enfrentam nesta quarta-feira, 17, a partir das 14h (de Brasília), no NRG Stadium.

“Claro que há jogadores que têm uma influência particular como o Cristiano e Vitinha. Portanto, organizamos algo coletivamente, mas não nos fixamos numa única individualidade, porque vamos jogar contra uma equipe que nos vai apresentar 11 grandes jogadores. Portanto, as coisas são assim”, iniciou dizendo.

“Analisamos bem esta equipe, fizemos um trabalho muito profissional, como fazemos sempre. Tentaremos preparar este encontro da melhor forma tática possível. Desejo que Ronaldo marque gols nesta Copa do Mundo, mas não amanhã (risos)”, completou.

Cristiano Ronaldo e seus companheiros de Portugal treinam em Palm Beach antes da estreia – Alberto Estévez/EFE

O treinador ainda falou sobre a necessidade de “correr riscos”, descartando a hipótese de apenas aceitar a pressão imposta por Portugal: “precisamos jogar como uma equipe, correr riscos com os nossos melhores jogadores. Nós temos em todas as posições jogadores que também jogam em grandes clubes, que são muito bons. E, como qualquer boa equipe, temos diferentes perfis que podem variar em função do jogo”, explicou.

A seleção democrático-congolesa chegou nos Estados Unidos apenas na última quinta-feira, 11, depois de cumprir o período de isolamento por conta de um surto de ebola. A delegação ainda é monitorada pelas autoridades americanas.

Durante a preparação, Congo perdeu por 2 a 1 para o Chile em Orléans, na França, em partida que originalmente estava programada para ocorrer em La Línea de la Concepción, na Espanha, mas que precisou mudar de local às pressas após uma proibição do prefeito por conta da epidemia.

“Devíamos ter começado a nossa preparação em Kinshasa e, por lá, termos feito treinamentos diante de nossos torcedores. Não o pudemos, então fomos diretamente para a Bélgica. Depois, tivemos que nos deslocar novamente para a França, para o segundo amistoso preparatório. Sempre digo: não estamos aqui por nós, mas pela nossa nação. Se temos que mudar de plano, nos adaptamos. Mentalmente isso não nos causa problema algum”, explicou.

O Congo está no Grupo K do torneio, que também conta com Colômbia e Uzbequistão.





Fonte: Placar

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