O Iraque estreou na Copa do Mundo de 2026 contra a Noruega, nesta terça-feira, 16, em Boston. Apesar do resultado parcial ruim, o gol iraquiano teve um significado especial. Autor do único gol da equipe, o atacante Aymen Hussein foi protagonista da seleção após uma trajetória marcada por tragédias familiares causadas pela guerra em seu país.
Principal nome do futebol iraquiano na atualidade, Hussein liderou a classificação da seleção para o Mundial. O caminho antes da carreira, porém, foi muito mais difícil do que o enfrentado dentro de campo.
Quando tinha 12 anos, o atacante perdeu o pai, morto por integrantes da Al Qaeda em Kirkuk. Anos depois, viu o irmão mais velho ser sequestrado pelo Estado Islâmico e desaparecer. A família também teve a casa destruída durante os conflitos que atingiram a região. Mesmo diante das perdas, Hussein seguiu no futebol por insistência da mãe.
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Aos 30 anos, Hussein se tornou o principal rosto da geração que recolocou o Iraque em uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1986. O atacante foi decisivo na campanha das Eliminatórias e marcou o gol que confirmou a classificação histórica do país para o torneio. Foi do camisa 18 o tento que garantiu vitória diante da Bolívia, na Repescagem Intercontinental.
Seleção do Iraque, dirigida por Evaristo de Macedo, na Copa do Mundo de 1986 – Peter Robinson – PA Images via Getty Images)
A chegada aos Estados Unidos para a disputa do Mundial, porém, também teve dificuldades. Hussein foi submetido a quase sete horas de interrogatório no aeroporto O’Hare, em Chicago. O atacante teve o celular analisado pelas autoridades americanas antes de ser liberado para entrar no país.
Ao lado de França, Noruega e Senegal, Iraque está no grupo I da competição.
