O Paraguai conseguiu uma vitória suada por 1 a 0 sobre a Turquia na madrugada deste sábado (20) no estádio Levi’s, na região de San Francisco (EUA), no segundo jogo do Grupo D da Copa do Mundo.
Com o resultado, o Paraguai vai a 3 pontos e mantém suas chances de classificação à fase de 32 seleções. Já a Turquia, com a segunda derrota, é a segunda eliminada, depois do Haiti.
No último jogo do grupo, na próxima quinta-feira (25), às 23h (de Brasília), a Turquia se despede contra os já classificados Estados Unidos, enquanto o Paraguai faz confronto direto com a Austrália pela vaga, uma vez que as duas seleções têm 3 pontos.
O gol do volante Galarza, com um chutaço a 1min04s de jogo, foi o gol mais rápido desta edição da Copa.
Foi ainda o segundo mais rápido da história do Paraguai em Mundiais, depois dos 52 segundos que Celso Ayala demorou para marcar na vitória por 3 a 1 sobre a Nigéria, em 1998.
Autor de um gol contra na derrota por 4 a 1 para os EUA na estreia, Bobadilla nem começou jogando e deu lugar justamente a Galarza, autor do gol.
Outra novidade foi a entrada do atacante Isidro Pitta, do Bragantino, que saiu no intervalo para a entrada justamente de Bobadilla.
Os turcos sentiram o gol e demoraram a voltar para o jogo. Depois, passaram a tentar jogadas rápidas pelos lados do campo. Aos 34min, a seleção europeia perdeu uma grande chance de empatar.
Çalhanoglu bateu falta na área e Müldür dividiu a bola no alto com Junior Alonso. A bola bateu no travessão e depois na trave direita, mas não entrou.
Dois minutos depois, o Paraguai puxou contra-ataque, Cáceres recebeu na área pelo lado direito e deu um chutaço em cima do goleiro Çakir.
Aos 47min, ocorreu um lance inédito. Com intervenção do VAR (árbitro de vídeo), o árbitro salvadorenho Iván Barton expulsou o meia-atacante paraguaio Almirón porque ele cobriu a boca com a mão para falar algo ao lateral turco Müldür.
Pela nova regra da Fifa, essa ação é proibida e punida com o cartão vermelho.
A regra foi criada em abril deste ano e é conhecida como Lei Vinicius Junior, devido ao caso de racismo sofrido pelo atacante do Real Madrid na Espanha, quando o argentino Prestianni, do Benfica, cobriu a boca para ofender o brasileiro em jogo da Champions League.
Após a expulsão, a Turquia aumentou a pressão, mas não conseguiu empatar. Quando o árbitro apitou, comissões técnicas e jogadores das duas seleções iniciaram uma discussão em campo, mas que não durou muito.
TURCOS TENTAM MUITO, SEM SUCESSO
No segundo tempo, com um a mais, a Turquia partiu para cima dos sul-americanos e não tiveram medo de chutar a gol.
Logo no primeiro minuto, o zagueiro Demiral chutou forte de longe e exigiu boa defesa do goleiro Gill. No lance seguinte, Yldiz chutou na rede pelo lado de fora.
Aos 12min, Çalhanoglu teve outra boa oportunidade, mas chutou por cima. No minuto seguinte, Demiral mais uma vez tentou de fora da área, a bola desviou em Alderete, e Gill salvou.
Conforme o tempo passava, os turcos pareciam cada vez mais ansiosos, tentando chutes de todos os lados, mas com baixa eficiência. A maioria nem acertava o gol de Gill.
Em toda a partida, foram 32 chutes turcos ao gol e somente 5 acertaram a meta paraguaia.
Enquanto isso, o Paraguai tentava jogadas de contra-ataque e quase conseguiu ampliar com Enciso, aos 15min. Ele recebeu fora da área pelo lado direito, passou por quatro marcadores e finalizou de canhota, mas errou o alvo.
Aos 43min, novo lance inacreditável da Turquia. Em contra-ataque pela direita, Yildiz cruzou para Uzun bater forte, de chapa. Gill espalmou, e a bola sobrou para o centroavante Gull, livre, quase dentro da pequena área. Ele chutou de canela para fora. Mas estava impedido.
Apesar das tentativas, a partida terminou com a vitória paraguaia, para o desespero dos jogadores e da torcida turcos no estádio em Santa Clara.
