Seja orquestrando o jogo e distribuindo assistências do meio-campo ou atuando como a primeira linha de defesa após a perda da posse de bola, Michael Olise foi onipresente contra a Suécia, ajudando a equipe a avançar para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Só faltou um gol marcado por ele mesmo como recompensa.
Vindo de uma temporada magnífica pelo Bayern de Munique e tendo brilhado pelos Bleus desde os jogos preparatórios, ele teve atuação de destaque contra os suecos.
Atuando de forma ofensiva, não hesitou em recuar para buscar a bola e organizar o jogo, nem em lançar passes longos para Bradley Barcola e seu parceiro ideal, Kylian Mbappé.
Ele foi o arquiteto do gol que abriu o placar para a França. Pela esquerda, acionou Dembélé, que imediatamente tocou para Kylian Mbappé.
O capitão francês se infiltrou na defesa e finalizou com um chute colocado de pé direito aos 45min, dedicando o gol ao técnico Didier Deschamps, que perdeu a mãe durante o Mundial.
Mas o melhor ainda estava por vir. A 30 metros do gol, ele deu um passe curto para Barcola, que cortou para dentro e fez 2 a 0, aos 7min do segundo tempo. Em seguida, deu mais uma assistência para o terceiro gol, o segundo de Mbappé na partida, aos 29min da segunda etapa.
Com essa jogada, ele assumiu a liderança do ranking de assistências da Copa do Mundo, chegando a cinco no total e superando o brasileiro Bruno Guimarães (4).
‘Toda vez que ele toca na bola, é um perigo’
Olise também arriscou três finalizações: uma passou raspando a trave e outra, um voleio espetacular, acertou o poste esquerdo, deixando o goleiro Jacob Zetterström apenas observando a bola passar.
Olise também se mostrou perigoso nas cobranças de falta e escanteio e quase marcou seu próprio gol, mas foi parado por Zetterström.
“É um verdadeiro prazer jogar ao lado dele”, disse Barcola sobre Olise, a quem descreveu como “um gênio”.
“Ele tem o dom de fazer gols. Ainda não balançou a rede, mas vai conseguir. A bola bate na trave ou o goleiro faz uma defesa crucial, mas dá para perceber que ele vai marcar”, afirmou o jogador do Paris Saint-Germain. “Toda vez que ele toca na bola, é um perigo para o adversário”, acrescentou.
Após uma atuação quase perfeita, Olise foi substituído por Rayan Cherki aos 39min do segundo tempo.
O jogador de 24 anos, nascido em Londres, brilhou ao longo de toda a temporada, marcando 22 gols e dando 31 assistências pelo Bayern, especialmente na Bundesliga e na Champions.
Filho de pai nigeriano e mãe franco-argelina, Olise poderia ter defendido a Inglaterra, a Nigéria ou a Argélia.
No entanto, ele escolheu a França, cujas estrelas admirava, com destaque para Zinedine Zidane e Thierry Henry, e cujas seleções de base já havia representado, desde muito jovem.
Embora brilhe em campo, “Monsieur Nonchalant” (“senhor indiferente”, em tradução livre) —seu apelido na seleção francesa devido ao seu jeito despreocupado, é muito reservado em público e, como seu francês ainda está em fase de aperfeiçoamento, ele permanece uma espécie de enigma para a imprensa que cobre a seleção francesa.
