Em uma Copa do Mundo com Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Kylian Mbappé e Vini Jr. até os jornalistas mais experientes tentam tirar uma casquinha dos craques. A Fifa advertiu os profissionais e colocou uma placa proibindo selfies ou autógrafos nos estádios.
A mensagem chega a ser divertida e, em tese, deveria inibir o momento de tietagem dos jornalistas. Nem sempre isso acontece. PLACAR mesmo já entregou um Guia da Copa do Mundo para o técnico Carlo Ancelotti. Mas nada de foto ou autógrafo.
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De qualquer forma, a placa virou uma espécie de desculpa oficial para evitar o familiar “consegue lá um autógrafo para mim” de cada grande evento internacional. Se o torcedor que pagou caro não tem esse acesso, o jornalista também não deveria ter. Ainda que um ou outro consiga alguma coisa, principalmente, nas seleções africanas, mais próximas dos repórteres; assim como na apaixonada imprensa argentina.
O acesso aos jogadores são cada vez mais limitados. Na seleção brasileira, por exemplo, um jogador é selecionado diariamente pela assessoria de imprensa para responder aos jornalistas em algo próximo de 25 e 30 minutos em uma entrevista coletiva. Apenas uma pergunta por veículo pode ser feita depois de ficar algum tempo com um braço levantado e outro milagrosamente digitando as respostas no computador no colo, longe da tomada.
O mesmo acontece na véspera da partida, com o acréscimo da entrevista do treinador. Após o jogo, o comandante novamente vai a público para ser questionado sobre o que aconteceu em determinado momento ou o que está prevendo para os próximos compromissos.
Paralelamente, acontece a zona mista. E aí que começa a decisão que depende da aprovação da Fifa e o número de credenciais que o seu veículo tem direito. Se for para a coletiva, não vai para a zona mista.
No novo modelo, utilizado já no ano passado no Mundial de Clubes, o tradicional caminho linear dos jogadores passando por repórteres foi minimizado. Dois jogadores agora são selecionados para falar em um palco montado e, por mais que passem pelo corredor de microfones depois, já não querem mais falar. Ninguém é obrigado a parar.
Nas primeiras partidas do Mundial de Clubes, PLACAR fez parte de uma comissão de jornalistas que pediu, e foi acatada pela Fifa, para rever o padrão e fazer os jogadores pelo menos passarem por ali e não por trás de uma cortina. A informação de uma eventual lesão de um atleta poderia ser vista aos próprios olhos com o mancar daquele jogador.
Em todos os eventos, na entrevista coletiva de treino ou de dia de jogo e na zona mista, a ordem caótica ainda assim é prazerosa. Vai da habilidade, manejo, jogo de cintura e até um pouco de imposição para ser ouvido e colher a informação que precisa. Só não valem selfies e autógrafos.

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