Por Catedral de Luz
04/09/2026

A temporada chegava ao fim e, com ela, um final disputadíssimo do Brasileiro de 1972.
A SEP era a melhor campanha (14 V, 3 D, 8 E) e mais uma vez era apontada como uma das principais postulantes ao título.
Compúnhamos a chave B ao lado do Coritiba (12 V, 4 D, 9 E), São Paulo (11 V, 8 D, 6 E) e América-RJ (8 V, 7 D, 10 E). Um dos finalistas sairia deste grupo.
Apesar de uma trajetória irregular, o time tricolor era considerado o único capaz de barrar o favoritismo alviverde.
A tabela reservava como rodada inicial um clássico – Choque-Rei. Embora o Palmeiras fosse melhor, nos quatro jogos disputados em 1972, quatro vezes empatamos em 0 a 0.
A peleja apresentou equilíbrio, mas os adversários foram eficientes e venceram por 2 a 0, através de um gol de falta e outro em contra-ataque.
A torcida palmeirense demonstrou-se decepcionada com o resultado alcançado e criticou os atletas – “jogaram de salto alto”.
Até a próxima partida (quarta-feira, frente ao América-RJ), as cornetas soariam a cada treino realizado. Cada torcedor estampava no rosto que o título do Brasileiro ficara distante das mãos palestrinas. Luís Pereira, Leivinha, Ademir e os demais jogadores não seriam capazes de virar os números da tabela.
Entretanto, fizemos a nossa parte e vencemos os dois jogos seguintes (3 a 1 no América-RJ e 3 a 0 no Coritiba), restando ao rival tropeçar no embate frente aos cariocas.
Por mais absurdo que possa parecer, a SEP alcançaria a classificação e conquistaria o Nacional, assim calando as sempre estridentes cornetas.
Considerado velho e ultrapassado, Brandão respondera aos exigentes críticos com mais um título – o quinto da temporada.
O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.
