Kanté não dá bola para jogo contra ‘raízes africanas’


N’Golo Kanté é um dos jogadores mais amados desta Copa do Mundo. Discreto, até tímido em determinados momentos, o volante voltou para a seleção da França, que enfrenta a de Senegal nesta terça-feira, 16, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, sem pisar na bola na mensagem que passa ao seu torcedor.

O volante, nascido em Paris, com familiares naturais do Mali, na África Ocidental, jamais negou as suas origens e, no ano passado, doou 5 milhões de dólares (mais de R$ 25 milhões na cotação atual) para a construção de um hospital no país. Ao ser questionado sobre as suas raízes e a sua nacionalidade, respondeu naturalmente:

“Tenho raízes origens e no Mail, mas hoje e já faz muito é a seleção francesa que represento. Por isso, pode até ser que a partida seja especial, mas o importante é que é uma Copa do Mundo e a vontade de vencer é imensa”, disse Kanté.

A nacionalidade dos atletas é uma questão a cada grande competição que a França participa. Diferentemente de notícias que se espalham pelas redes sociais, apenas quatro dos 26 convocados nasceram fora da França, sendo apenas um no continente africano: os goleiros Mike Maignan (Guiana Francesa) e Brice Samba (Congo) e os atacantes Marcus Thuram (Itália) e Michel Olise (Inglaterra).

“Agradeço muito o amor e o carinho que recebo dos fãs de todas as partes do mundo. Acho que as pessoas torcem para a França por causa do time, do talento e queremos vencer juntos”, driblou Kanté.





Fonte: Placar

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