O Brasil venceu o Haiti , na noite da última sexta-feira, 19, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Sob pressão, a equipe comandada por Carlo Ancelotti venceu por 3 a 0, em partida válida pela segunda rodada da Copa do Mundo de 2026.
Com dois gols de Matheus Cunha e um de Vinícius Júnior, todos marcados na primeira etapa, a Canarinho controlou o jogo. Ainda que diante de um adversário inferior, mudanças de peças foram positivas, dando nova cara tática ao time.
As mudanças de Ancelotti
Após o empate na estreia contra o Marrocos, o treinador optou por duas alterações. Ao invés de escolher o atacante Igor Thiago, o italiano mandou Matheus Cunha à campo. Na lateral direita, Roger Ibañez deu lugar a Danilo.
Enquanto o defensor do Flamengo foi mais preciso sem bola e deu melhor sustentação na primeira fase de construção, as variações no ataque chamaram mais a atenção. A escolha por Cunha agregou mobilidade ao Brasil, que teve corredores centrais mais preenchidos, muito também por duas realocações: Lucas Paquetá por dentro e Raphinha pela direita.
Brasil foi escalado com Matheus Cunha centralizado contra o Paraguai – PLACAR
Para além da classificação de esquemas táticos, o Brasil viu novas funções sendo executadas. Por características dos atletas escolhidos, a seleção brasileria teve em seu meio de campo Casemiro mais recuado, enquanto Bruno Guimarães e Paquetá passaram a ser articuladores. Todavia, um novo nome apareceu pelo setor.
Um meia a mais?
Meia-atacante de muita movimentação no Manchester United, Matheus Cunha alternou entre a posição de atacante e de meia mais avançado. Assim, em muitos momentos, a equipe construiu com um losango no meio, aproximando linhas de passe e povoando os corredores centrais.
Representação de momento de ataque brasileiro contra Haiti recuado – PLACAR
O esquema ainda potencializou a aparição ofensiva do lateral-esquerdo Douglas Santos, que entregou grande atuação. Da mesma forma, os dois atacantes ofereceram mais ultrapassagens, inclusive com o acréscimo de Cunha, chegando em velocidade e invertendo funções com Vinicius Júnior, em noite bastante criativa. A opção de defesa em 4-3-1-2 sem bola, com Cunha sendo o atleta entre atacantes e meio-campistas, ainda privilegiou saídas rápidas.
Mapa de posicionamento médio do Brasil contra o Haiti – Sofascore
Raphinha, substitúido por Rayan ao sentir a coxa direita ainda no primeiro tempo, foi um atacante mais aberto pela direita. Menos livre, o jogador do Barcelona compensou a amplitude ofensiva pelo lado direito, tendo em vista a característica mais conservadora de Danilo, o lateral por aquele lado.
Em entrevista após a partida, Matheus Cunha comentou sua função em entrevista à Cazé TV: “No segundo gol, eu divido uma bola no meio-campo. É uma função que normalmente não cabe ao camisa 9, mas esse é quem eu sou. Gosto de participar de todos os momentos do jogo.”.
