No currículo é fluente em idiomas, mas e na prática? Carlo Ancelotti dispensa a manha de candidatos a vagas de emprego e se mostrou verdadeiramente poliglota na véspera da partida entre Brasil e Marrocos, que acontece neste sábado, a partir das 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, na abertura do Grupo C da Copa do Mundo.
O treinador da seleção brasileira falou a maior parte do tempo em português em sua primeira entrevista em um ambiente de Copa — em 1994, ele havia sido auxiliar-técnico de Arrigo Sacchi na seleção italiana e depois passou por diversos clubes ao redor do mundo colecionando títulos e aprendendo idiomas.
Algumas palavras ainda saíram em espanhol, como tem acontecido depois de só um ano em que está à frente da seleção brasileira. Mas quando perguntado em francês por um jornalista marroquino, não decepcionou o entrevistador e respondeu no idioma. O mesmo fez em inglês e, por último, em italiano, quando respondeu sobre Neymar.
Ancelotti trabalhou por anos no Real Madrid (2013-2015 e 2021-2025), ambiente em que dominou o espanhol. No Paris Saint-Germain (2011-2013), aprendeu francês, assim como o inglês nos tempos de Chelsea e Everton (2009-2011 e 2019-2021). Ancelotti também treinou o Bayern de Munique (2016-2017), mas não foi possível comprovar se o treinador fala alemão.
Em seu livro Liderança Tranquila (Editora Grande Área, 2018), Ancelotti cita a importância de estrangeiros aprenderem o idioma local logo quando chegam a um novo clube.
“Esforçar-se para aprender o idioma permite ao jogador ter o melhor relacionamento com os companheiros e funcionários e, por sua vez, eles valorizam o esforço que está sendo feito para se encaixar e se adaptar. Preocupar-se em aprender a língua é um indicador confiável do comprometimento do jogador. Não apenas em participar das partidas, mas em crescer naquele novo ambiente”, diz o treinador no livro.
