Eliminado, técnico dos EUA reclama de mistura ‘com política e ética’ no caso Balogun


O técnico Mauricio Pochettino, dos Estados Unidos, desabafou sobre a repercussão do escandaloso caso Balogun na coletiva após a eliminação americana diante da Bélgica, após goleada por 4 a 1 em Seattle, na última segunda-feira, 7.

“Quero dizer uma coisa, mas é muito pessoal. Muito frustrado e decepcionado com as pessoas. Elas deveriam compreender a situação e não misturar as coisas. Em toda essa situação, que foi algo de caráter pessoal, não acredito que isso tenha afetado o nosso desempenho. Não é uma desculpa, e não podemos usar desculpas. Simplesmente não era o nosso dia”, disse.

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Na sequência, o treinador criticou as ofensas e ameaças recebidas pelo jogador e condenou a politização do episódio. “Qual é o sentido de insultar alguém, de enviar uma quantidade enorme de mensagens ofensivas ou até ameaças? Estou muito decepcionado com muitas pessoas. Porque misturam as coisas. Colocam política no meio, falam em manipulação, questionam ética e integridade”.

A polêmica começou após o Comitê Disciplinar da Fifa revogar a suspensão automática de Balogun, expulso na partida contra a Bósnia, pelas oitavas de final. O cartão vermelho foi aplicado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus após revisão do VAR, por um pisão do atacante no calcanhar do zagueiro Muharemovic.

A questão política

O caso ganhou novos contornos quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou ter telefonado ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar a revogação da suspensão do atacante. Ao comentar o episódio, Trump classificou Claus como um “árbitro suspeito”. A CBF saiu em defesa do brasileiro.

Em meio à repercussão, Infantino negou qualquer interferência do presidente americano e sustentou que o Comitê Disciplinar atua de forma independente. Pochettino voltou a defender a utilização de Balogun e afirmou que apenas cumpriu o regulamento da Fifa.

Trump e Infantino se mostaram 'friends' na organização da Copa 2026 - WILL OLIVER/EFE

Friends: Infantino concedeu Prêmio da Paz ao amigo Trump – WILL OLIVER/EFE

“Eu sou o treinador da seleção. Existe uma regra que permite à federação solicitar que um jogador fique disponível. A minha função era treinar a equipe. E, se o jogador estava disponível porque o regulamento da Fifa permitia isso, então não havia problema”, reforçou.

O treinador ainda criticou o rumo que a discussão tomou após a decisão da entidade.

“Se começarmos a discutir a história deste jogo falando de ética ou tentando misturar esses assuntos, isso me decepciona pessoalmente. Porque acho que o debate deveria ser apenas sobre a possibilidade prevista no regulamento para essa situação, como já aconteceu com outros jogadores e outras seleções”, completou.

Ao analisar a goleada sofrida para a Bélgica, Pochettino reconheceu a superioridade do adversário e voltou a desvincular a derrota da controvérsia envolvendo Balogun. “Não jogamos da maneira que deveríamos jogar nem mostramos a qualidade que temos. Tudo o que estava acontecendo ao redor ficou do lado de fora. Não acho que tenha sido uma situação que tenha afetado o grupo. A Bélgica foi melhor do que nós, e é isso.”

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Fonte: Placar

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