A paciência e a velocidade foram as armas da Gana para estrear com vitória na Copa do Mundo de 2026. Em um duelo truncado e de muita imposição física contra o Panamá, disputado na noite desta quarta-feira no BMO Field, em Toronto, a seleção africana suportou a pressão, apostou nos contra-ataques e foi recompensada no apagar das luzes.
Com um gol de Yirenkyi aos 49 minutos do segundo tempo, os ganeses garantiram o triunfo por 1 a 0, somando três pontos cruciais no Grupo L. Com a vitória suada, as Estrelas Negras dividem a liderança do Grupo L com a Inglaterra, que mais cedo venceu a Croácia por 4 a 2. O Panamá, por sua vez, repete o roteiro de sua estreia em 2018 e precisará buscar a recuperação na próxima rodada para manter vivo o sonho de avançar no torneio.
O susto inicial e a batalha tática
A narrativa da partida quase foi alterada logo no primeiro minuto. O Panamá começou elétrico e Waterman exigiu uma defesa espetacular do goleiro Zigi, que voou para evitar o gol caribenho. A partir desse lance, o roteiro se desenhou de forma clara: os panamenhos, donos da maior média de idade do torneio, controlavam a posse de bola no meio-campo, enquanto Gana se fechava, aguardando o erro adversário para acionar a velocidade de seus pontas.
Apesar do volume de jogo, o Panamá esbarrava na forte marcação africana, resultando em um primeiro tempo de muita transpiração, chuva no Canadá e poucas chances reais de gol. Para piorar a situação ganesa, o herói dos minutos iniciais, Zigi, sofreu uma lesão na virilha e precisou ser substituído no intervalo por Asare.
Gana e Panamá duelaram em Toronto na estreia da Copa do Mundo de 2026 (EFE/ Bienvenido Velasco)
Velocidade, paciência e o golpe fatal
Na etapa final, o panorama técnico pouco mudou. O jogo continuou brigado, com muitos passes errados e reclamações de ambos os lados. No entanto, as alterações promovidas pelo banco de Gana injetaram o fôlego necessário para a reta final. A entrada de Tomas-Asante deu nova dinâmica ao ataque. Aos 43 minutos, o goleiro panamenho Mosquera já havia feito um milagre em chute cruzado do próprio Asante, dando um aviso do que estava por vir. Aos 49 minutos, a estratégia africana finalmente funcionou com perfeição. Semenyo recebeu no meio-campo e lançou Asante em profundidade. O atacante engatou a quinta marcha, deixou o zagueiro Córdoba para trás na velocidade e cruzou rasteiro. Yirenkyi, acompanhando a jogada, só teve o trabalho de escorar para o fundo das redes, levando a torcida ganesa à loucura.
Drama e alívio no último suspiro
Se o gol já trazia contornos dramáticos, os acréscimos reservaram um teste para cardíacos. Desesperado, o Panamá se lançou ao ataque e, no último lance do jogo, aos 53 minutos, até o goleiro Mosquera foi para a área em cobrança de escanteio. O arqueiro panamenho conseguiu o cabeceio para o meio da confusão, e Diaz testou firme, mas a bola parou nas mãos seguras do goleiro reserva Asare, garantindo o resultado em meio a um princípio de confusão na pequena área.
