A tenista tcheca Linda Noskova conquistou seu primeiro título de Grand Slam aos 21 anos, ao derrotar neste sábado (11) sua compatriota Karolina Muchova na final de Wimbledon por 2 sets a 1, com parciais de 6-2, 5-7 e 6-3.
Noskova, que chegou a Londres tendo como melhor resultado em Grand Slams as quartas de final do Aberto da Austrália em 2024, surpreendeu ao vencer o torneio como número 12 do mundo.
Na semifinal, ela havia superado a ucraniana Marta Kostyuk, também finalista em Roland Garros.
Muchova, 29, e nona no ranking da WTA antes de Wimbledon, por sua vez, perdeu sua segunda final de Grand Slam, depois de ter sido vice-campeã de Roland Garros em 2023, derrotada pela polonesa Iga Swiatek.
Muchova superou nomes como Coco Gauff e Naomi Osaka durante sua campanha no torneio.
Muchova esteve perto de virar o resultado. Quando estava perdendo por 5-2 no segundo set, venceu cinco games seguidos para ficar com a parcial, mesmo que sua adversária tenha tido cinco match points para vencer o duelo.
A tcheca conquista assim um novo sucesso feminino para seu país, que já estava garantido com duas tenistas na final.
Nas duas últimas décadas, também conquistaram o título as tchecas Petra Kvitova, em 2011 e 2014, Marketa Vondrousova, em 2023, e Barbora Krejcikova, em 2024.
Antes delas, também havia vencido outra tcheca, Jana Novotna, em 1998.
Contando Martina Navratilova, nascida na Tchecoslováquia mas que representou os Estados Unidos após mudar de nacionalidade, o número sobe para cinco tenistas nascidas em território tcheco que conquistaram Wimbledon.
Navratilova venceu o torneio em nove ocasiões, um recorde tanto no feminino quanto no masculino.
A lendária tenista estava sentada no camarote de Wimbledon ao lado da princesa Catherine, ambas vestidas de vermelho.
Noskova, que levou o prêmio de £ 3,6 milhões (US$ 4,8 milhões) por conquistar o título, surgiu como uma das grandes promessas do tênis feminino com seu título no All England Club.
Desde que Serena Williams venceu o último de seus cinco torneios de Wimbledon, em 2016, o título feminino não teve uma vencedora que repetisse o triunfo.
A espanhola Garbiñe Muguruza conquistou o título em 2017, e desde então houve uma vencedora diferente a cada ano, sem que nenhuma repetisse, como clara demonstração de que ainda não surgiu uma estrela feminina do tênis que domine o circuito WTA.
