A Copa do Mundo teve mais uma polêmica neste sábado (11) envolvendo a arbitragem, durante o confronto entre Inglaterra e Noruega, pelas quartas de final, no estádio Hard Rock, em Miami.
No lance de gol de empate dos ingleses, a bola chutada pelo goleiro norueguês Nyland atingiu o cabo da câmera que fica suspensa sobre o gramado e voltou no pé do meia-atacante Gordon.
Ele dominou, correu até a área e tocou para Bellingham passar pela defesa e marcar o gol.
Pela regra da Fifa, quando a bola atinge um agente externo ou objeto estranho durante a partida, como um animal, um espectador ou uma bola extra, o árbitro deve paralisar o jogo e reiniciá-lo com uma bola ao chão no local onde ocorreu o toque.
Era isso o que o árbitro francês Clément Turpin deveria ter feito, mas deixou a jogada seguir e confirmou o gol.
Vídeo da Fox Sports mostra o momento do toque e depois o técnico norueguês Staale Solbakken, o atacante Erling Haaland e o goleiro Nyland mostrando ao árbitro o que havia acontecido, mas nada foi feito e o jogo seguiu.
Outro árbitro francês, François Letexier, também foi alvo de polêmica ao ser acusado de “erros flagrantes” pelos egípcios durante a partida das oitavas de final em que perderam para a Argentina por 3 a 2.
Por meio de seu presidente, Hany About Rida, a federação egípcia pediu à Fifa que abra uma investigação sobre Letexier “após os erros de arbitragem flagrantes cometidos pela equipe de arbitragem e a aplicação de dois pesos e duas medidas, o que levou à derrota da seleção egípcia”, indicou a instituição em um comunicado.
O dirigente pediu que o árbitro central, seus assistentes e os árbitros do VAR não apitem mais partidas na Copa do Mundo “após uma investigação sobre esses erros e a confirmação de um ato de discriminação contra o Egito”.
Devido à repercussão, o diretor de arbitragem da Fifa, o italiano Pierluigi Collina, saiu em defesa do seu comandado.
Em uma entrevista ao site da Fifa nesta quinta-feira (9), ele defendeu a idoneidade e a independência dos juízes na competição e negou que eles sejam influenciados.
“É claro que discussões construtivas sobre decisões sempre farão parte do futebol, mas alegações infundadas não têm lugar no nosso esporte. Ninguém pode questionar a integridade dos árbitros da Copa do Mundo. Quando isso acontece, pode provocar reações que levam a ameaças contra eles e suas famílias. Isso não é correto”, disse Collina.
