Os presidentes Donald Trump (EUA) e Gianni Infantino (Fifa) se tornaram mais que amigos (friends, como brinca o famoso meme das redes sociais) ao longo dos últimos anos. O americano, no entanto, ainda não apareceu em nenhum dos 52 jogos de Copa do Mundo realizados em seu país ao final da fase de grupos.
Infantino confirmou na última semana que ele e Trump estarão juntos na cerimônia de entrega do troféu da Copa do Mundo, em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. “Estaremos juntos aproveitando a final e entregando o troféu para o vencedor, claro, juntos”, disse o suíço ao canal Fox & Friends.
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Fontes ouvidas por PLACAR acreditam que o presidente possa aparecer antes da final no NRG Stadium, em Houston, ou no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. A agitação é grande porque o esquema de segurança do estádio é bastante modificado, desde o uso de cães farejadores nos equipamentos dos profissionais até acessos mais restritos mesmo por áreas permitidas pela credencial.
Quando Trump iria a um jogo?
A data para a aparição de Trump seria o 4 de Julho, dia da Independência americana, muito celebrado entre os americanos. É comum que a população vá às ruas com a bandeira estampada em roupas para acompanhar um show de fogos de artifício. Os discursos oficiais não ficam por menos e costumam a acontecer na TV ou em um lugar público.
As partidas das oitavas de final nesta data seriam então um prato cheio para Trump. Em Houston, às 14h (de Brasília), o Canadá recebe o vencedor de Holanda e Marrocos; na Filadélfia, às 18h, Alemanha e Portugal e França e Suécia disputam duas vagas.
Trump entregou o troféu de vencedor para o Chelsea, campeão do Mundial de Clubes do ano passado, no mesmo MetLife Stadium. Durante a execução do hino dos EUA, o presidente apareceu ao lado da esposa Melania e de Infantino. A cerimônia de entrega do troféu rendeu críticas à Fifa, mas, mesmo assim, Trump ainda ganhou da entidade o Troféu da Paz e o direito de tocar na Copa do Mundo em seu gabinete.
Donald Trump e a primeira-dama americana Melania Trump, com Gianni Infantino e sua esposa, Leena Al Ashqar, na final do Mundial de Clubes – EFE/EPA/JUSTIN LANE
Trump nos eventos esportivos
A experiência de Trump nos últimos grandes evento esportivos não foram das melhores ainda que a sua ausência intrigue os americanos. As questões internas de um país, aparte a guerra no Irã, também ‘congestionam a agenda presidencial’ como informou a Casa Branca, mas a questão vai além.
Trump chegou a ser vaiado em uma aparição no Madison Square Garden, nas Finais da NBA, entre New York Knicks e San Antonio Spurs, e teve uma recepção fria dentro do que se esperava no UFC Freedom 250, realizado na própria Casa Branca.
Apenas os ex e atuais campeões mundiais e os chefes de Estado podem tocar na Copa do Mundo. Ao longo da história, ficaram marcadas as cerimônias envolvendo a rainha Elizabeth II (Inglaterra 1966), o rei Juan Carlos (Espanha 1982) e, mais recentemente, o emir Tamim bin Hamad bin Khalifa al-Thani (Catar 2022).

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