Quarenta e oito começaram, oito continuam. Depois do início da fase mata-mata da Copa do Mundo, com os eliminados na fase de 32 e das oitavas de final, os colunistas da Folha voltaram a formar a sua seleção ideal, além de escolher o técnico.
Os 11 escolhidos ficaram bem diferentes da seleção da fase de grupos e, ao contrário daquele time, não tem nenhum brasileiro —Vinicius Junior e Bruno Guimarães foram preteridos desta vez.
O time ideal da Copa até o momento tem: Nyland (Noruega); Hakimi (Marrocos), Upamecano (França), Laporte (Espanha) e Cucurella ( Espanha); Bellingham (Inglaterra), Odegaard (Noruega) e Messi (Argentina); Haaland (Noruega); Kane (Inglaterra) e Mbappé (França). O técnico é o alemão Thomas Tuchel, que comanda a Inglaterra.
Após eliminar o Brasil nas oitavas de final (2 a 1), a seleção norueguesa emplacou três jogadores, incluindo o goleiro Nyland.
O camisa 1 nórdico não aparece nem entre os dez com mais defesas no Mundial, mas suas poucas intervenções contra o Brasil foram marcantes —incluindo um pênalti cobrado por Bruno Guimarães e uma plástica defesa de uma bola que veio do próprio zagueiro e que seria um belo gol contra de cobertura não fosse a elasticidade de Nyland.
O marroquino Hakimi é o único que sobreviveu na eleição da primeira fase entre os jogadores de defesa. Contra o Canadá, nas oitavas de final, ele deu uma assistência e liderou a equipe na vitória por 3 a 0.
Do lado esquerdo ficou o espanhol Cucurella, lateral com uma saliente veia ofensiva —é comum vê-lo dentro da área na finalização de jogadas.
A dupla de zaga é formada pelo francês Upamecano e o espanhol Laporte. O primeiro integra uma das defesas que não foi vazada durante o mata-mata; o segundo é da única seleção no Mundial que não sofreu nenhum gol nos cinco jogos.
Nas quartas de final, Marrocos (de Hakimi) e França (de Upamecano) se encontram.
De acordo com as escolhas dos colunistas, o meio-campo é dos mais ofensivos. Odegaard, o maestro norueguês que joga no Arsenal, forma dupla com o inglês Bellingham, o versátil jogador do Real Madrid. Ambos foram essenciais nos triunfos diante de Brasil e México, respectivamente —o inglês marcou dois gols no 3 a 2 no Estádio Azteca.
Em uma seleção hipotética, os dois teriam que recuar um pouco para dar espaço para o brilho do terceiro homem de meio, Lionel Messi, artilheiro da Copa com 8 gols —e maior de todos os tempos, com 21.
O matador trio de ataque dos colunistas já soma 20 gols na edição atual da Copa: Haaland, da Noruega (com 7), Harry Kane, da Inglaterra (6), e Mbappé, da França (6).
O camisa 10 francês soma 19 gols em todas as Copas e persegue Messi de perto na artilharia histórica. Kane, com 14 no total, ultrapassou Just Fontaine ao marcar mais um contra os mexicanos. E Haaland, em sua primeira Copa, tem a absurda marca de 1,75 gol por partida —ele só participou de quatro jogos no Mundial ao ser poupado do duelo contra a França, na primeira fase.
Infelizmente, ou felizmente, o chaveamento das quartas de final colocou frente a frente a Inglaterra, de Kane, e a Noruega, de Haaland —chance de muitos gols.
O técnico para organizar essa turma é o alemão Thomas Tuchel, que defende as cores da Inglaterra na Copa.
Participaram da votação Fábio Takahashi, Hanuska Bertoia, Luís Curro, Márcio Macedo, Maurício Stycer, Paulo Vieira, PVC, Sandro Macedo, Dani Blaschkauer e Sebastián Fest.
