O São Paulo navega com certa tranquilidade até o final da temporada 2026. Garantido na CONMEBOL Sul-Americana, clube ainda tem chances de vaga na Libertadores mas se livrou completamente da briga contra o rebaixamento.
Existem alguns motivos que contribuíram para essa tranquilidade na reta final de Brasileirão. Um deles é a presença da torcida e a força do Morumbis nos últimos jogos em casa. Os doze pontos conquistados em casa diante do contra o Red Bull Bragantino, Internacional, Vitória e Vasco da Gama foram fundamentais para a subida na tabela.
Outro motivo tem nome e sobrenome: Lucas Moura. O retorno gradual do meia-atacante foi bem sucedido e, diante do Vitória, Vasco da Gama ele fez uma boa diferença na transição ao ataque. Além da identidade com o Tricolor, Lucas ainda é acima da média do Brasil e clareia o jogo como poucos por aqui. Se houver condição e adequação, tem que permanecer no clube.
Mas há outra razão para a subida de produção, pouco comentada entre jornalistas e que eu salientei no Debate Placar desta semana. A chegada e a ascensão dos alas Iago e Pedro Lima.
Desde que o Dorival Júnior mudou a formação do São Paulo, passando a atuar com três zagueiros, era grande a dificuldade que tínhamos com os alas. Na direita, Cédric está afastado, Maik foi emprestado para o subúrbio da Europa e Lucas Ramon, cotado para ser titular, caiu de produção. E na esquerda Wendell não se firmou, o empresário de Enzo Díaz o afastou dos treinamentos devido ao não recebimento de vencimentos e Nicolas convive com problemas físicos.
O Tricolor agiu pontualmente e, na minha opinião, decisivamente, no reforço dos dois lados. Iago veio emprestado do Bahia e, dias depois, Pedro Lima do Wolverhampton. Ambos conquistaram a titularidade e melhoraram muito o time de Dorival na transição ao ataque. Defensivamente, ficaram mais protegidos com os três zagueiros.
Não digo que está uma maravilha mas, desde que chegaram, os novos alas, junto com o retorno de Lucas Moura aos gramados e a imposição nos jogos em casa, transformaram um São Paulo que flertava com o rebaixamento a uma equipe segura no meio da tabela.
Vale também lembrar que o Rafinha foi um grande lateral e, entre muitos erros de contratação no futebol do São Paulo nos últimos anos, esse foi um “gol bonito” do departamento.
É tudo que o são-paulino quer? Não. É óbvio que o torcedor e a instituição merecem muito mais. Mas neste São paulo atual, cheio de problemas e dirigentes nefastos na sua história recente, vale elogiar alguma coisa boa feita neste ano.
Sócio atuante afirma:
O São Paulo tem jeito!
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Saudações Tricolores!
Daniel Perrone | São Paulo Sempre!
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O post Troca dos alas foi fundamental para o São Paulo escapar da zona da degola apareceu primeiro em Blog São Paulo Sempre.
