Curaçao estava em casa nesta quinta-feira, 25, no Lincoln Financial Field. Não só pela “Onda Azul” que invadiu as arquibancadas do estádio na Filadélfia como pela familiaridade com o laranja da Costa do Marfim. As duas cores incentivaram a equipe com raízes holandesas, mas faltou futebol à seleção estreante em Copa do Mundo, na derrota por 2 a 0, pela última rodada do Grupo E.
Alemanha e Costa do Marfim, ambos com seis pontos, avançaram na primeira posição. A diferença se deu no primeiro critério de desempate: o confronto direto. O Equador, que inclusive venceu os tetracampeões na última rodada, deve figurar entre os oito melhores terceiros colocados, com quatro pontos.
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PLACAR esteve na ilha caribenha às vésperas do Mundial para contar muito mais do que a preparação da equipe no amistoso de despedida contra Aruba. A reportagem viu de perto que os habitantes das casas coloridas, em referência à colonização holandesa, não temiam uma goleada da Alemanha (7 a 1) ou o futebol bem jogado do Equador (0 a 0).
A menor nação, em território (444 km2) e em população (185 mil habitantes), a fazer parte do maior palco do futebol queria apenas um gol. Um único gol marcado. E foi o que Comenencia conseguiu na partida contra os alemães. E isso que naquela ocasião era o 1 a 1 da goleada. Uma estátua do jogador é cogitada na capital Willestad.
O ponto conquistado, além do gol marcado, fez a equipe chegar para a última rodada do Grupo E com uma incrível chance de avançar na segunda posição. Bastava uma vitória contra a Costa do Marfim, experiente de quatro Copas do Mundo, ainda que tenha fiado fora das últimas duas.
Curaçao e a Onda Blou
Sem um futebol profissional no país, com os jogadores atuando em times menores ao redor do mundo, a falta de malandragem dos grandes palcos do futebol ficou evidente aos jogadores de Curaçao. Logo aos seis minutos, Gaari chutou na perna do companheiro, Diomandé recuperou e tocou para Pépé marcar na pequena área. Aos 18 do segundo tempo, o atacante marcou o segundo gol com um chute cruzado e pôs fim ao sonho.
A Ola Blu continuou incentivando os seus jogadores, sobretudo, quando os irmãos Leandro e Juninho Bacuna pegavam na bola. Tahith Chong, o único entre os 26 convocados nascido no país, com imenso carinho da torcida pela sua técnica e carinho com os fãs, buscou reverter a história. Não foi suficiente.
O Mundial pela primeira vez com 48 seleções mostra uma goleada incontestável contra a Alemanha, mas também é capaz de contar boas histórias. Assim foi o adeus de Curaçao na Copa do Mundo.
Ao final da partida, os 68.324 torcedores aplaudiram as duas equipes. Os jogadores de Curaçao e da Costa do Marfim, de azul e de laranja, ainda se reuniram no centro do campo.

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