Por Leandro Bernardi
· 4 min de leitura
O Grêmio encontrou nas bolas paradas uma das principais armas ofensivas desde o retorno de Renato Portaluppi. Dos oito gols marcados pela equipe no período analisado, sete tiveram origem em jogadas de bola parada, um aproveitamento que chama atenção e ajuda a explicar a recuperação recente do Tricolor.
O levantamento mostra uma mudança importante na maneira de atacar. Em vez de depender exclusivamente da construção de jogadas com a bola rolando, o Grêmio passou a explorar cobranças de falta, escanteios e movimentações ensaiadas para surpreender os adversários.

Bolas paradas viram arma importante do Grêmio
A eficiência ficou evidente na vitória por 2 a 0 sobre o Athletico-PR, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, Marlon abriu o placar em cobrança de falta, enquanto Balbuena ampliou após uma jogada originada em escanteio.
Os dois gols demonstraram a importância das situações de bola parada no planejamento de Renato. Além da qualidade dos cobradores, a equipe tem procurado aproveitar o posicionamento dos jogadores dentro da área adversária.
O aproveitamento também representa uma alternativa para um time que passou a trabalhar com menos posse de bola. Com menor volume de circulação no campo ofensivo, cada oportunidade criada em cobranças e reinícios de jogo ganha importância.
Nesse cenário, os treinamentos específicos ajudam a transformar situações aparentemente simples em chances reais de gol. O objetivo é aproveitar movimentos coordenados e explorar possíveis desatenções dos adversários.
Jogada de Weverton contra Atlético-MG reforça estratégia
Na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-MG, pela semifinal da Copa do Brasil, o primeiro gol nasceu de uma situação pouco comum. Weverton executou um tiro de meta longo, e Carlos Vinícius aproveitou o lançamento para colocar o Grêmio em vantagem.
Renato revelou depois da partida que a jogada havia sido trabalhada nos treinamentos. O lance reforçou a importância das movimentações preparadas pela comissão técnica e da capacidade de surpreender a defesa adversária.
Embora seja diferente de uma falta próxima à área ou de um escanteio, o tiro de meta também representa um reinício de jogo. Por isso, a jogada pode ser considerada no levantamento mais amplo de gols originados em bolas paradas.
Outro detalhe importante é que não existe impedimento quando o jogador recebe a bola diretamente de um tiro de meta. A regra favoreceu a execução da jogada planejada pelo Grêmio.
O gol de Noriega completou a vitória e ampliou a vantagem gremista na disputa por uma vaga na final da competição nacional.

Renato muda estilo e Grêmio ganha eficiência ofensiva
A valorização das bolas paradas acompanha uma transformação tática mais ampla. Sob Renato, o Grêmio passou a priorizar a organização defensiva, os lançamentos diretos e as transições rápidas.
Contra o Atlético-MG, por exemplo, o Tricolor venceu mesmo terminando a partida com apenas 24% de posse de bola. O resultado mostrou que a equipe consegue ser competitiva sem necessariamente controlar a maior parte das ações.
A estratégia também contribuiu para uma sequência de três vitórias consecutivas sem sofrer gols, diante de Coritiba, Athletico-PR e Atlético-MG. O desempenho aumentou a confiança do elenco em um momento decisivo da temporada.
Agora, o desafio será manter a eficiência diante de Flamengo e Atlético-MG, adversários dos próximos compromissos. Para Renato, transformar bolas paradas em oportunidades de gol pode continuar sendo fundamental tanto na luta contra o rebaixamento quanto na busca pela final da Copa do Brasil.
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