Gylmar; Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo. Técnico: Vicente Feola.
Com essa escalação e com esse comandante, o Brasil goleou a Suécia por 5 a 2, de virada, na final da Copa do Mundo de 1958, no estádio Rasunda, em Solna, na casa do anfitrião.
Era 29 de junho o dia em que a seleção brasileira começou a história que a transformaria na mais vencedora do futebol, a primeira de seis conquistas. Bellini ergueu a Taça Jules Rimet, em gesto repetido por Mauro (1962) e Carlos Alberto Torres (1970). Em 1994 e em 2002, Dunga e Cafu levantaram, respectivamente, a Taça Fifa.
O Brasil volta a atuar nesta Copa, a de 2026, na América do Norte, em um 29 de junho. Houve chance de o adversário ser novamente a Suécia, porém o empate entre a seleção europeia e o Japão colocou os japoneses no caminho da seleção canarinho.
Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Rayan, Matheus Cunha e Vinicius Junior. Técnico: Carlo Ancelotti.
Que esse 11, que deve ser o inicial no NGR Stadium, em Houston (EUA), recorra a aquele 29 de junho histórico para se inspirar neste e honrar o que fizeram, exatos 68 anos atrás, Pelé, Garrincha e grande elenco.
Ninguém daquele time tinha sido campeão mundial. Nenhum do atual é. Mais uma razão para não permitir uma surpresa que impeça o atual grupo de prosseguir em sua jornada rumo ao hexacampeonato, para que depois alguns possam buscar o hepta em 2030, assim como alguns dos de 1958 buscaram o bi em 1962.
Naquele 29 de junho, a seleção brasileira jogou de camisa azul, pois a anfitriã tinha prioridade na escolha e atuou de amarelo. Neste 29 de junho, o Brasil atuará com sua camisa principal, a amarela, e o Japão, que tradicionalmente veste azul, irá de branco.
Cores à parte, Vinicius Junior e companhia são mais time que os esforçados, incansáveis e velozes japoneses. A maior precaução na partida deve ser mesmo essa, a velocidade nipônica.
Não pode haver descuido com as trocas rápidas de passes e as enfiadas de bola, especialmente em contra-ataques.
Aconteceu no único gol sofrido pelo Brasil neste Mundial, contra Marrocos, quando Paquetá perdeu a bola e Brahim Díaz enfiou para Saibari receber em movimento entre Marquinhos e Magalhães.
Isso não pode se repetir em instância alguma, pois pode ser fatal.
Carletto Ancelotti certamente treinou muito bem a equipe para evitar falhas repetidas. Não há de acontecer. De bola enfiada em velocidade, o Brasil não levará gol, vaticino eu. Então, para surpreender, o Japão terá de inventar outras jogadas.
Sejamos francos. Ninguém conta com uma eliminação tão precoce do Brasil.
Ainda mais para o Japão, que progrediu no futebol, mas não a ponto de ter a pachorra de desbancar em uma Copa do Mundo o pentacampeão mundial.
Ainda mais em um 29 de junho. Pelé, Garrincha, Didi, Zagallo e todos os campeões de 1958 que estão no céu olharão por nós. Enviarão energia, criatividade, raça, seriedade. Se der pra jogar bonito, melhor.
Eu acredito. Com Vini Jr. novamente inspirado (quatro gols até aqui!), com Matheus Cunha novamente surfando (três gols até aqui!) e com gol do Rayan (vai sair gol do Rayan!), passaremos.
Até porque, se não passarmos, será trágico. A vergonha e a decepção serão tão grandes que talvez seja melhor o time nem retornar ao Brasil.
Que os jogadores tirem umas férias nos EUA (ou na Europa, onde a maioria mora e joga) para esfriarem a cabeça e para que nós, por aqui, possamos também esfriar a nossa.
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