No último domingo, 7, a torcida marroquina foi um espetáculo à parte no amistoso contra a Noruega, no Sportis Illustrated Stadium, na cidade de Harrison, New Jersey (EUA). Antes mesmo da bola rolar, durante a execução do hino, os conterrâneos de Hakimi e companhia deixaram todos aturdidos com a vontade e a altura que cantavam pela seleção deles.
Cenas como essa revelam que o desafio para o Brasil na estreia está além do campo. Nas arquibancadas, uma maré vermelha, apaixonada e patriota está mais do que preparada para apoiar incondicionalmente os Leões de Atlas. Segundo a revista Fórum, essa torcida não é composta somente por turistas, mas também por imigrantes e descendentes de imigrantes que moram em New Jersey.
Aquecimento na Times Square
Após torcedores brasileiros tomarem a Times Square na tarde da última sexta, 12, à noite foi a vez dos marroquinos, que lotaram o local para também entoarem cânticos, bateram bumbos e agitaram bandeirões.
Um resumo do sentimento que toma o “fígado” dos “magrebinos” antes, durante e depois dos jogos.
Maghreb e fígado apaixonado
Durante a estreia contra o Brasil, que pode serguir protocolo de tempestade, os ouvidos mais apurados poderão captar o seguinte grito: “Olê, olê, olê, olê, Maghreb, Maghreb!”
Segundo matéria do UOL na Copa de 2022, Maghreb, em árabe, faz referência ao território ao norte da África que inclui além de Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Mauritânia e alguns territórios disputados do Saara Ocidental. Marrocos, especificamente, é chamado por Al-Maghrib. Sendo assim, apesar do Magrebe (grafia em português) ser uma região gigantesca, é o Marrocos quem usa o termo para se autorreferir.
Outra curiosidade sobre essa torcida que promete fazer bonito na Copa do Mundo de 2026 é que os marroquinos usam o fígado, e não o coração, como símbolo maior para representar o amor. Isso porque, a cultura local associa o órgão a ao bem-estar, à boa digestão e à vitalidade.
