Por Cristiano Santos
· 3 min de leitura
O Grêmio deu um passo decisivo para se tornar proprietário definitivo da Arena. Depois de aproximadamente 14 anos de negociações, o clube assinou um acordo com as empresas OAS 26 e Karagounis para realizar a troca de propriedades entre o atual estádio e o antigo Olímpico. O documento foi formalizado na última sexta-feira (30), mas ainda depende da aprovação do Conselho Deliberativo.

O que falta para a Arena ser definitivamente do Grêmio?
O principal passo pendente é a aprovação do acordo pelo Conselho Deliberativo, que tem reunião extraordinária marcada para 16 de novembro. Segundo informações divulgadas inicialmente pelo jornalista Eduardo Gabardo, da GZH, a gestão do presidente Odorico Roman conseguiu concluir as tratativas com as empresas responsáveis pelos terrenos. Com a homologação e os procedimentos de transferência, a Arena poderá passar a integrar formalmente o patrimônio imobiliário do Grêmio.
A negociação representa uma etapa diferente da operação realizada em 2025 pelo empresário Marcelo Marques. Na ocasião, ele desembolsou R$ 50 milhões para antecipar o fim dos direitos de exploração da antiga administradora e outros R$ 80 milhões para adquirir dois terços da dívida do estádio. O Grêmio havia adquirido a parcela restante por R$ 20 milhões, permitindo encerrar aquela obrigação.

A área do antigo estádio será transferida às empresas OAS 26 e Karagounis, conforme o acordo firmado entre as partes. O Olímpico já fazia parte das contrapartidas previstas na construção da Arena, iniciada em 2010 e inaugurada em 2012. Entretanto, a demora na conclusão da troca manteve a situação patrimonial indefinida durante diferentes administrações do clube.
Apesar do avanço, algumas questões continuam abertas. Ainda precisam ser negociados os detalhes da demolição do Olímpico, o pagamento de impostos em atraso e uma possível participação do Grêmio nos resultados de futuros empreendimentos imobiliários no terreno. Essas pendências serão discutidas separadamente e, conforme o entendimento firmado, não impedem a troca das propriedades.
As obras de infraestrutura pendentes no entorno da Arena permanecem sob responsabilidade da OAS 26, conforme o entendimento atual entre as partes. Essas intervenções estavam previstas como contrapartidas do projeto original, mas ainda não foram integralmente executadas. A definição é relevante para o planejamento patrimonial e financeiro do clube.
A negociação foi conduzida por Odorico Roman, com participação dos vice-presidentes Antonio Dutra Júnior e Eduardo Schumacher. O avanço encerra uma longa etapa de discussões que atravessou diferentes gestões e representa uma conquista institucional importante, especialmente em um momento de reorganização financeira e administrativa do Tricolor.
A expectativa agora fica sobre a votação de 16 de novembro e os procedimentos necessários para formalizar a transferência. Caso o Conselho aprove o documento, o Grêmio ficará mais próximo de consolidar a propriedade definitiva de sua casa, um movimento histórico para o clube e para o futebol brasileiro.
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