O técnico Marcelo Bielsa e o goleiro Fernando Muslera deixam a Copa do Mundo de 2026 como os grandes vilões da eliminação precoce do Uruguai, que se despediu na primeira fase ao ser derrotado pela Espanha por 1 a 0 nesta sexta-feira, 26, em Guadalajara no México.
Na entrevista coletiva após a partida, o treinador argentino disse que a decisão de trocar Muslera por Rochet ainda no intervalo, após a falha bizarra do titular no gol de Álex Baena, partiu do próprio atleta.
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“Muslera decidiu ele mesmo sair”, afirmou Bielsa, que na saída do gramado já havia dito que não conversou com o veterano. Em sua quinta Copa do Mundo, Muslera falhou em todos os gols sofridos pela equipe na competição.
“De sete pontos que deveríamos ter conquistado, obtivemos apenas dois”, considerou Bielsa, que não escondeu sua decepção com a passagem pela Celeste. “Se você me perguntar como será lembrada minha passagem, eu lhe diria que não será lembrada… O que eu deixo ao futebol uruguaio é nada”, sentenciou El Loco, como é apelidado.
Na véspera do jogo, a imprensa uruguaia noticiou que Bielsa havia entrado em rota de colisão com os líderes do grupo. Ironicamente, tanto Bielsa como Muslera nasceram na Argentina.
A Espanha avançou na primeira colocação com sete pontos; seguida por Cabo Verde, com três pontos. O Uruguai somou dois pontos, dos empates contra Arábia Saudita e Cabo Verde.
Lugano detona Bielsa
Álex Baena celebra o gol da Espanha diante do Uruguai em Guadalajara pela Copa do Mundo de 2026 (EFE/ Alex Cruz)
Comentarista convidado da transmissão da Telemundo, voltada para o público latino americano nos Estados Unidos, o ex-zagueiro Diego Lugano não esperou as explicações do treinador para uma enxurrada de críticas.
Segundo o ídolo do São Paulo, El Loco Bielsa não entendeu a cultura do futebol uruguaio.
“As mudanças podem ser compreensíveis. A tática pode ser compreensiva. Mas o Bielsa nunca entendeu o Uruguai e nunca jogou como Uruguai”, começou Lugano.
“Em campo se paga. E foi o que aconteceu. Tenho pena dos jogadores porque quando o ambiente é complicado, quando não tem uma cultura de treinamento, é o jogador que sofre críticas e fica marcado. O técnico vai para outro país e se esquece dessa confusão.”

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