O Egito suportou uma verdadeira blitz nos minutos finais para arrancar um empate por 1 a 1 contra o Irã, na madrugada deste sábado, 27, no Lumen Field, em Seattle. Em duelo válido pela terceira rodada do Grupo G da Copa do Mundo 2026, os egípcios saíram na frente, cederam o empate e contaram com a sorte — e com o VAR — nos acréscimos para segurar o resultado que o classificou em segundo lugar.
O adversário do Egito na próxima fase será a Austrália, segunda colocada do Grupo D. A Bélgica, que goleou a Nova Zelândia por 5 a 1, terminou na liderança da chave, enquanto o Irã agora depende de outros resultados para permanecer entre os oito melhores terceiros.
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Do que o Irã precisa para avançar à segunda fase
Para a classificação do Irã, apenas um destes resultados precisa ocorrer nos jogos de sábado, 28:
- A RD Congo não vencer o Uzbequistão
- Áustria e Argélia não empatarem
- Gana vencer a Croácia
Início eletrizante e brilho dos goleiros
A partida começou em ritmo alucinante e com as redes balançando cedo. Logo aos quatro minutos, o astro Mohamed Salah arriscou de canhota, o goleiro Beiranvand deu rebote e Mahmoud Saber apareceu com oportunismo para estufar as redes, colocando os africanos em vantagem. A resposta iraniana, no entanto, foi imediata e cheia de drama. Aos sete minutos, Taremi foi derrubado na área por Abdelmonem. O próprio camisa 9 foi para a cobrança do pênalti, mas parou em uma defesa espetacular do goleiro Shobeir, que voou no canto esquerdo para salvar o Egito.
Redenção iraniana e equilíbrio
Apesar do baque com a penalidade desperdiçada, o time asiático não se abateu e manteve a pressão. Aos 13 minutos, a persistência foi recompensada: Mohammadi bateu cruzado da esquerda, Shobeir espalmou parcialmente e Rezaeian, bem posicionado, fuzilou no rebote para deixar tudo igual no placar. A partir daí, o confronto ganhou contornos de tensão e muito perde e ganha no meio-campo. O Egito tentava retomar o controle através de investidas de Trézéguet e passes longos para Salah, enquanto o Irã apostava na força física e nas bolas aéreas para tentar a virada.
Acréscimos de infarto e alívio duplo
O segundo tempo caminhava para um desfecho de muita transpiração e pouca inspiração até os minutos finais, quando a necessidade de garantir a classificação transformou o Irã em um rolo compressor. Aos 41 minutos, Taremi subiu muito após cobrança de escanteio e carimbou o travessão. Já nos acréscimos, o coração dos torcedores quase parou: aos 47, Khalilzadeh marcou o que seria o gol da vitória, mas o VAR entrou em ação e anulou o lance por irregularidade. Três minutos depois, o castigo quase veio novamente quando Jahanbakhsh desviou de cabeça e acertou a trave egípcia.

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